Dr. Marcelo Ribeiro | Urologista
Doença de Peyronie

DEFINIÇÃO

A doença de Peyronie caracteriza-se pela presença de placas fibróticas no pênis, mais especificamente na túnica albugínea, comprometendo a elasticidade do corpo cavernoso neste local, promovendo dor e curvatura anormal do pênis.Pode ocorrer dificuldade da penetração nas relações sexuais.Existem múltiplos fatores que podem estar relacionados com esta doença. Podem ser citadas as seguintes:

CAUSAS
  • fatores familiares,
  • fatores auto-imunes,
  • doenças fibromatosas,
  • doenças metabólicas.

Atualmente se aponta como fator importante a ocorrência de lesões na microcirculação decorrente de traumas no pênis em ereção em indivíduos predispostos.

INCIDÊNCIA

Apresenta maior incidência entre a quarta e quinta década de vida. Cerca de 6% a 7% dos homens sofrem deste mal.

QUADRO CLÍNICO

O quadro clínico se caracteriza pelos seguintes elementos:

  • curvatura peniana,
  • existência de placas endurecidas ao longo do eixo peniano.
  • dificuldade de penetração
  • dor.
DIAGNÓSTICO

É feito pelo quadro clínico e exame físico com a palpação de placas fibróticas, frequentemente de localização dorsal e nos dois terços distais do pênis. A realização de exames subsidiários, como radiografia simples do pênis, ultra-sonografia e o teste de ereção fármaco-induzida pode ser útil na quantificação da deformidade anatômica e na orientação e seguimento do tratamento.

HISTÓRIA NATURAL

A história natural da doença de Peyronie demonstra existir pelo menos dois grupos de doentes:

1) O primeiro grupo é de início agudo, e se caracteriza pela dor à ereção, por placas palpáveis e, em alguns casos, por moderada deformidade peniana. Tais pacientes podem apresentar cura espontânea ou estabilização do quadro clínico.

2) O segundo grupo é de curso mais lento e progressivo. Caracteriza-se pela acentuação da deformidade peniana devido à intensidade da fibrose do corpo cavernoso que evolui ocasionalmente com calcificação.

TRATAMENTO
  • medicamentos orais,
  • agentes para uso intra-lesional,
  • aplicação de fontes energéticas na placa
  • procedimentos cirúrgicos.

Como em alguns casos a doença evolui com comprometimento total da ereção, o tratamento cirúrgico  é necessário devido  sua alta efetividade.

TRATAMENTO CIRÚRGICO

O tratamento cirúrgico pode ser orientado da seguinte maneira:

1) Cirurgias que corrigem a curvatura:

  • Cirurgias que visam a compensação da curvatura peniana atuando na área diametralmente oposta à placa.
  • Cirurgias que promovem a incisão ou excisão de placas, com ou sem enxerto, atuando desta maneira no local da lesão.

2) Cirurgias que corrigem a ereção:

Nos casos em que há comprometimento da função erétil cabe a colocação de próteses penianas.

TRATAMENTO CLÍNICO

O tratamento clínico está indicado nos pacientes que não apresentam comprometimento da função erétil. Nessa condição, o tratamento objetiva melhorar a dor, curar ou estabilizar a doença.

Entre as diversas opções contam-se seguintes:

  • drogas orais (vitamina E, colchicina e tamoxifeno),
  • drogas intralesionais (corticóides, verapamil e interferon alfa-2b),
  • tratamentos físicos com fontes energéticas (radioterapia, ultra-som, litotritor e laser).